terça-feira, 14 de outubro de 2014

E quando o passado bate à porta


Um reflexo de tudo o que vivi até então. Uma imagem ao espelho que conheço tão bem em uma alma pura. O passado não se cansa em bater em minha porta. Não escuto ao confundir com a batida forte do meu próprio coração. Foram tantos sonhos desfeitos, tanta confiança quebrada e um coração que não se parte. Enquanto observo aquela à minha frente, enquanto me observo, percebo que lágrimas servem apenas para lavar a alma e deixar a mente correr solta para novos caminhos. Brinco de ser forte e as sombras seladas na parede vazia me mostram o caminho a seguir. Aquela velha mania de abandonar tudo aquilo que me magoa, salvou-me de todas as desilusões que insistiam em ficar e evitou que, talvez, as desilusões fossem apagadas com mãos que curam. A dúvida entre ficar ou partir me fez perceber que o passado já não me fascina. E o deixo batendo na porta, sem que nem ao menos possa escutá-lo!

(Escrita por Versos Ditos)

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