quarta-feira, 21 de março de 2018

Esperança



Quero tocar sonhos.
Fazer um mundo livre
Da cor do arco íris.
Trazer a calmaria no meio da tempestade
No meio de sonhos bons.
Quero prometer as estrelas do céu
E dissipar as nuvens que escurecem uma manhã de domingo.
Ver um sorriso teu
Estampado na alegria que não cabe no peito.
Quero felicidade sincera
Pureza no olhar.
Um mundo de oportunidades.
Algodão doce, pipoca, brigadeiro...
Rir até a barriga doer
Cantar até não sobrar mais melodia
Até o dia amanhecer.
Quero trazer amor
Num caminhão lotado de paz.
Onde não existe fome, tristeza, miséria
Onde os risos dos maus não sobressaiam os sorrisos dos bons
Quero um mundo que existe
E que se apagou no meio de tanta desolação.
De tanta corrupção
De tanto egoísmo...
Quero trazer de volta teus sonhos
Tua segurança
Tua paz.
Sem armas nas ruas
Assassinatos.
Quero redescobrir o mundo que se apagou
E ver acender o brilho no olhar
De todos aqueles que sofrem.
Fazer brotar beleza
Amor
E amizade.
Trazer de volta a fraternidade.
Esta que há tanto anda perdida...

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Eu queria ter o mundo em minhas mãos
Um milhão de oportunidades
Um milhão de sorrisos
Um milhão de amigos.
Eu queria ver o nascer do Sol todos os dias
Mesmo nos dias mais frios.
Eu queria ser um pássaro
E cortar os quatros cantos do mundo
E cantar no teu ouvido a cada manhã de domingo.
Eu queria poder abraçar as árvores
Que com beleza inexplicável cobre o chão de terra
E derruba suas folhas para te ver passar
Para te ver sorrir brincando entre emoções.
Eu queria ser belo
Eu queria pleno.
E o faz de conta que toma conta do universo que habita em mim
Encoberto por todas as escamas que os anos criaram.
E as mãos calejadas do trabalho árduo
Já não podem mais tocar
Sentir
Ou ouvir.
Meu coração pende na leveza da alma
E eu enxergo pela última vez
Como em um suspiro
Toda a beleza que habita em mim
Que habita em ti
E que faz do mundo esse mistério colorido
Essa imensidão de aromas

Que se confundem com teu perfume.

domingo, 1 de outubro de 2017

Dias dificeis


domingo, 16 de julho de 2017

Reflexo quebrado

Havia tanto a ser dito
Que as palavras lhe faltavam o ar.
Era um misto de medo e comoção
Enquanto permanecias inertes dentro de teu próprio universo.
Sempre quisestes ser o centro das atenções
E agora o que havia te restado?
Nada?
Uma imagem vazia no espelho que distorcia os contornos do teu rosto.
Não havia mais nada deixado pelo passado
E o que tinhas agora?
Solidão?
Teus cabelos despenteados
Entregavam a vida que deixastes para trás
Quando tudo o que queria era ser o centro das atenções.
Era o reflexo daquilo que foras outrora
E que já não existia mais.

domingo, 18 de junho de 2017

Afável toda a vaidade que persiste em meus dedos, enquanto toco seu rosto embalado num sonho bom. Quisera eu invadir teus pensamentos e apagar as marcas da saudade que te consomem sempre que fechas teus olhos desta realidade. O gosto angelical da manhã e o teu suor misturado com as gotas límpidas de orvalho, fazem de ti a mais bela perfeição. Talvez minhas palavras não sejam suficientes para expressar aquilo que minha mente projeta de ti. Talvez eu nunca seja o suficiente. Tua pureza e bondade fazem de ti um misto de anjo e de malícia, um misto de toda a perfeição que existe. Tentando não atrapalhar o teu sono agitado, tumultuado por tantos problemas que te consomem, afasto-me baixinho, quase lentamente. Observo-te por uma vez mais e esqueço de mim mesmo. Esqueço de tudo aquilo que não sou quando não estou com você. Ou quando você se perde em mais um sonho bom.

domingo, 28 de maio de 2017

Além de tu



Eu queria ter a certeza escondida em teu olhar. Queria esquecer do tempo, dos dias e das noites. Queria te ter junto a mim. Eu queria passar a eternidade enlaçada nos teus braços e cantar as alegrias na mais bonita canção. Eu queria ser águia e falcão, ser lua e sol, ser a paz que habita teu peito. Eu queria um resto de suspiro, no afago que acalma a alma. Eu queria mais uma vez não ser o vazio. Não ser morte enquanto vida. Não ser dor que rodeia o espinho. Não padecer de desmerecimento. Eu queria mais do que respiro e mais do que o refúgio que esconde a calma. Eu queria querer o que não quero. Eu queria ser o que não sou. Eu queria poder o que não posso... E assim, no labirinto de palavras soltas, nada quero, além de tu...

terça-feira, 9 de maio de 2017

Antes do nascer do Sol

A procura constante de quem não está lá.
Um sentimento de vazio, enquanto conto as horas para te ver novamente.
Talvez não faça sentido me sentir tão perdida
Afundada em um universo de possibilidades
Escutando o tique e taque do relógio
Enquanto o tempo não se preenche.
Quisera eu estar perto de ti
Apoiada em seu peito enquanto lentamente dormias
Ou quisera eu segurar a sua mão sempre que você chamar meu nome.
É um misto de querer bem e pertencimento
Que palavras jamais fariam sentido algum
Quando lamento a sua ausência.
Meu corpo treme e minhas mãos suam
E já não consigo lidar com a razão que é te perder,
Lentamente...
Meus pensamentos pairam em um lugar qualquer
Onde nossos olhares se encontram uma última vez
Antes do nascer do Sol
Antes do fim da vida.
E assim,
Brincando de driblar o acaso
Neste sonho bom
Nossas bocas se beijam por um único instante.
Aquele doloroso momento do Adeus.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Coxia


Existe tanta coisa boa espalhada nas ruas da cidade, que sofrer deixou de ser uma opção. A vida é curta e bela demais e existem muitos encantamentos escondidos por aí, atrás da cortina de fumaça. Se por deveras chorei, aprendi o caminho do perdão. Se briguei, aprendi o caminho do autoconhecimento. E assim, brincando de contar histórias, nas folhas simples do papel repleto de vida, dei meu último Adeus. Disse até logo para o acaso e apertei as mãos da sabedoria. Logo eu que jamais quis aprender a dançar, peguei-me ensaiando passos no espelho de tão perfeita melodia. A vida me ensinou a ser forte. Mas me ensinou, sobretudo, a brincar comigo mesmo nos intervalos deste grande show.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Tua maldade


É tanta maldade que habita teu peito que o orgulho de ser tua de outrora já não existe mais. Tua feição vazia, quase sem vida, meticulosamente arma tudo para te tornares a vítima da situação. Ontem foi meu aniversário! Para todos um texto lindo onde ressaltas o teu amor por mim, mas para mim, mais um pouco de nada, tudo aquilo que tens para oferecer. A disputa para te mostrar que talvez eu também mereça o mesmo tratamento que a primogênita, perdeu a graça e o sentido, enquanto me embebedo nesta lucidez. Já não tenho mais nada a te dizer enquanto lembro que tu não tiveste nada a me dizer. Sem telefonemas ou lembranças, além dos versos bonitos postados para todos verem. Assim poderias desempenhar o papel de vítima de forma exemplar. Mas a dor que dilacera meu peito já não mais existirá enquanto todo o mal que direcionas a mim ficará para sempre guardado no fundo do teu peito. O mal sempre fica com aqueles que o atrai e já não me importo mais. Ontem foi meu aniversário e você sequer ligou. Mas hoje começa o resto dos meus dias, onde não haverá mais espaço para notar se você ligou ou não. Deixaste de fazer parte dos meus dias e já não te vejo da mesma forma que outrora. O dia de ontem passou, mas será que a maldade que direcionastes a mim deixou tuas mãos? Será que o azedo de tuas ações meticulosamente armadas te fez melhor? Te fez mais forte? Observo de fora tudo aquilo que és e tens a oferecer e percebo que nada és. Além do papel de vítima que desempenhas com maestria. Tenho pena de ti...

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Abandono


Quisera eu, um dia, apagar todo o mal que causas no caminho. Na tua caminhada, quando já não sabes mais para onde ir. Sozinha, perdida, nos braços de alguém qualquer que não te aceita. Não aceita aquilo que és e carregas no ventre. Tua carência e tua ganância, fazem-te fugir sem olhar para trás. Trazes pedras em teus bolsos e já não suportas mais o peso de tua própria existência. Brincas de contar mentiras. Brincas de esconde-esconde com a realidade que ainda te fere. Adormeces... O dia raia lá fora, mas consumida pela droga da amargura, enclausura-te nos mesmo padrões doentios de teu pai. E assim, sem pensar no dia de amanhã, teu vício te consome e abandonas aqueles que mais te queriam bem. Apagas, quase sem querer, o brilho nos olhos daqueles que tanto te amavam. Te idolatravam. Entretanto, consumida pelo egoísmo de tuas razões, já não percebes. És louca demais para achar mal algum em tua conduta. Ou apenas esteja consumida pela droga. Esta que marca a tua existência...
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