quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Abstrato

Sem versos, prosas, poesias...
Sem aquela magia de dizer não dizendo, quase sem querer, as formas lúcidas que navegam sobre o papel.
Sem aceitar o mesmo.
Tempos de mudanças, pedem mudanças.
Quando ciclos têm seu fim e aquela bagunça do término te faz questionar quando a casa ficará em ordem novamente.
Talvez em um dia, quem sabe em um mês...
A perspectiva acompanha os passos daqueles que não andam, mas rumam em busca da felicidade.
Porque no fim das contas, é o que todo mundo busca: a felicidade.
Em doses pequenas ou em uma overdose de sabor doce, com gosto de chuva em uma manhã de verão.
Em frascos miúdos, escondida no decorrer das horas que embalam o dia ou em demasia, fazendo transbordar todo o brilho de vida que reside em ti.
E assim, sem querer rimar, divago sobre assuntos vazios, mas que com eles carregam toda a profundidade daquele que entende.
E essas palavras foram jogadas no papel para ti.
Sem versos, prosas ou poesias...
Apenas pensamentos soltos em palavras enigmáticas que navegam em toda a imensidão de nossa existência.
Ou quem sabe somente da tua existência...

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