Escondida atrás de cortinas abertas,
Faço, desfaço, refaço e... disfarço.
Nas noites inexoravelmente iguais,
O medo enclausura a vida a ser
vivida.
O coração majestosamente inundado,
Para o amanhã que não me amanhece.
E no paradoxo do meu sonhar teimoso,
Vejo flores a cortar o chão
endurecido.
Desvendo-me para o que um dia fora,
Na nudez das esperanças
ressuscitadas.
O reflexo no espelho é daquela que
sorri,
Um riso de brandura que caçoa de mim.
Com a paz das ilusões
perdidas, me olho,
E meu olhar tem um
cheiro de alecrim.
As lágrimas já
cansadas, tardam em cair.
E os sulcos por elas
feitos em meu rosto,
Hoje servem de
caminho para o gracejar.
A musicalidade que há
no existir finito,
Liberta os pés do
frio aço que me detém.
Alada tal libélula
que voa sobre as águas,
Danço a dança da
liberdade recuperada.
Assim...
Escondida atrás de
cortinas abertas
Faço, desfaço, refaço
e... disfarço

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