segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Perda


Anos após anos venho resistindo as tuas facadas
Com malícia e crueldade me atacas sem piedade
É uma palavra, um olhar, um pequeno gesto.
Te sentes poderosa, vingada, a melhor
E eu mergulhada no teu ódio me pergunto: por quê?
Que te fiz de tão danoso, quantas lágrimas te fiz chorar?
Sempre estive ao teu lado mesmo quando ninguém te queria
Sei que pequei algumas vezes, mas meu maior pecado.
Foi o de não defender-me das calunias e mentiras
Que ouvistes por tantos anos de pessoas de má fé
Achava tudo tão evidente que não quis jogar o mesmo jogo
E hoje, quando todos se foram, não posso mais me defender
Como queria levar para bem longe teu sorriso de escarnio
Como queria ignorar o que mal falas de mim aos outros
Mas vejo ao teu redor, como uma redoma,
Algo que não posso ultrapassar
E assim fico aqui perdida
A te olhar de longe sem nunca poder toca-la
Meus braços, minhas mãos são impotentes.
Diante de tanto desquerer
Olho-te com a ternura, que se derrete,
Diante do teu descaso
Cansada e perdida
Volto-me a mim mesma
Na desilusão do tempo passado
Tão presente dentro de mim.

Carmen Mattos

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...