Palavras e mentiras se confundem no menor espaço de tempo, sem que haja tempo para que possas respirar. No meio do elo profundo de si mesmo, questiona-se onde estaria o maior erro e descobres que é dentro de seu corpo que já não suporta as faíscas que queimam a face. Ironicamente sabias que coisas assim aconteceriam na fração de segundos, enquanto seus pés aprenderam a correr o mais rápido possível. Sabes que não existe lar aonde não existe a vontade de ficar. Já não caminhas, imersa diante do abismo que se aproxima do seu peito e percebes que ilusões lhe persuadem sempre que pretendes ficar. Fazes-se de cega e corres na loucura das chagas apontadas à sua face. Cansada, sabes que não podes parar e prossegues nessa jornada sua até que finalmente possas matar a sede, seus pés possam descansar e encontres um abrigo sincero para chamar de lar.

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